RESULTADO FINANCEIRO E ATA DO CONSELHO DA FARMÁCIA DO IPAM PREOCUPAM MENEGUZZI

O vereador Alberto Meneguzzi (PSB) manifestou preocupação ao tomar conhecimento dos balancetes dos meses de maio, junho, agosto e outubro de 2017, da Farmácia do Ipam. Depois de protocolar ofício à Secretaria de Governo Municipal, na última sexta-feira, 1º de dezembro, onde denotava a falta de informações fiscais claras e transparentes.

Nesta quarta-feira, 05 de dezembro, os balancetes foram disponibilizados no Portal da Transparência da entidade e revelaram prejuízo em julho, agosto e outubro. Ademais, junto aos dados fiscais está uma ata do conselho fiscal da Farmácia do Ipam. Na análise do grupo, o lucro líquido do período 01/2017 a 09/2017 (R$ 164.985,32) é 73,12% menor que no mesmo período de 2016, quando os rendimentos chegaram a R$ 613.795,63.

“Fica clara a intenção da gestão de sucatear a Farmácia do Ipam para justificar a sua extinção logo aí adiante. Os números negativos são reflexo da má gestão da atual administração. Na ata, se recomenda a redução de gratificações aos funcionários em 30% e o corte de horas extras em 50%. Sem contar a redução progressiva, em até 15% da compra de medicamentos, com relação ao período 2016/2017”, comenta Meneguzzi.

De acordo com informações, a administração do Instituto de Previdência e Assistência Municipal (Ipam), estabelece condições mínimas de trabalho, reduzindo significativamente clientela da Farmácia. “As justificativas para o faturamento ser tão baixo são o acirramento da concorrência, a recessão e o fechamento do PA da Unimed. No entanto, o custo-benefício dos medicamentos continua alto. Não se fez nada para alinhar isso e oferecer aos cidadãos um serviço diferente e mais em conta”, explica o parlamentar.

Meneguzzi questiona ainda a falta de transparência da entidade com a situação da transformação jurídica de empresa limitada para sociedade anônima, de acordo com o recomendado pelo Ministério Público. Um pedido de informações feito pelo vereador dá conta de que em outubro deste ano, o processo ainda estava em poder da Procuradoria-Geral do Município (PGM) para análise.

“A atual administração pode fazer de tudo, segurar dados, justificar o prejuízo, mas não vai conseguir aprovar a extinção da Farmácia de forma tão fácil assim. Está faltando investir nela, é só ver a queda brusca no lucro de um ano para o outro. Até o conselho colocou em ata que falta transparência”, finaliza Alberto Meneguzzi.