PE.JOÃO SCHIAVO SERÁ DECLARADO BEATO,NESTE SÁBADO

Beatificação do Pe. João Schiavo acontecerá neste sábado, dia 28 de outubro, às 10 horas, no Pavilhão 2 dos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).  O evento terá entrada gratuita e os portões estarão abertos a partir das 8 horas. A celebração será presidida pelo representante do Papa, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato e inúmeras lideranças eclesiais do Brasil e do exterior, entre elas, o Superior Geral dos Josefinos, Pe. Mario Aldegani e a Superiora Geral das Irmãs Murialdinas de São José, Irmã Orsola Bertolotto.  O evento está sendo organizado pela Diocese de Caxias do Sul, Congregação dos Josefinos de Murialdo e a Congregação das Irmãs Murialdinas de São José, juntamente com a Associação dos Amigos do Pe. João Schiavo, com o apoio da comunidade e devotos.

O evento religioso será transmitido, ao vivo, em rede nacional pela televisão, emissoras de rádio e pelas mídias sociais. A acolhida ficará por conta do Setor Juventude da Diocese, acompanhados pela Banda Marcial Tradicionalista Murialdo e a Banda da Escola Municipal Pe. João Schiavo, de Fazenda Souza. A cerimônia contará com a participação da Orquestra da Universidade de Caxias do Sul e do Coral Beatificação, além dos vários movimentos e serviços da Igreja que ajudarão na organização.

O rito da Beatificação do Venerável Servo de Deus Pe. João Schiavo será composto pelos seguintes atos: o Bispo Diocesano, Dom Alessandro Ruffinoni em nome de todos os bispos presentes pede ao Cardeal Angelo Amato que Pe. João seja inscrito como Beato; segue com uma breve apresentação do Pe. João, feita pelo postulador Pe. Orides Ballardin. Depois disso, ocorre o ponto alto da celebração, a leitura da Carta Apostólica em duas línguas (latim e português), assinada pelo Papa Francisco, proclamando Pe. João Schiavo Bem-Aventurado e o descerramento da imagem que retrata o novo Beato na glória de Deus, ao som do hino de louvor; o rito finaliza com a procissão da Relíquia do Beato, que será exposta no altar, para ser incensada e venerada.

Na região de abrangência da Diocese, que compreende 74 municípios, estão sendo organizadas caravanas para participar do inédito evento, para o qual são esperados milhares de pessoas de todo o Brasil e do exterior, onde chegou a devoção, inclusive com relatos de graças alcançadas em diversos países. Do Chile e da Argentina, onde há a presença dos Josefinos e Murialdinas, chegarão 160 pessoas, além de 34 devotos do Equador e da Itália, mais um grupo de 31 pessoas, incluindo 9 parentes do futuro Beato.

Ainda no sábado (28), às 16 horas, na capela onde está o túmulo do Pe. João Schiavo, em Fazenda Souza, será celebrada uma missa em espanhol para este grupo de devotos, presidida pelo Superior Provincial da Província Argentina-Chile, Pe. José Luís Di Paolo e sacerdotes estrangeiros.  No domingo (29)*, será realizada uma Missa de Ação de Graças, às 10 horas, na capela de Fazenda Souza, com a presença dos bispos Josefinos: Dom Celmo Lazzari, Bispo de Sucumbios, no Equador; Dom Irineu Roman, Bispo Auxiliar de Bélem, do Pará, ambos da Diocese de Caxias do Sul; e Dom Adélio Pasqualotto, Bispo da Missão Josefina de Napo, no Equador.**

A Beatificação será um momento raro e grandioso para a Igreja, visto que hoje, segundo o Postulador da Causa, Pe. Orides Ballardin, a Congregação das Causas dos Santos tem protocolados mais de quatro mil Causas de Beatificação e Canonização. Segundo ele, o processo que torna o Pe. Schiavo Beato foi relativamente rápido “pois iniciou em 2001 e exatamente neste ano da Beatificação celebramos os 50 anos de morte do Pe. João Schiavo e os 20 anos da cura que o Vaticano reconheceu como milagre”.

No Rio Grande do Sul, são Beatos: Pe. Manuel Gomes Gonzales e coroinha Adílio Daronch (2007) Bárbara Maix (2010); e Santos: São Roque Gonzales, Santo Afonso Rodrigues e São João de Castilho  (1988). Com a Beatificação do Pe. João Schiavo, o Brasil alcança o número de 52 Beatos e 36 Santos. O Brasil tem ainda 12 Veneráveis, que aguardam apenas a aprovação de um milagre para se tornarem Beatos.

 

* Para a Missa de Ação de Graças, no domingo (29), às 10h, na capela Pe. João Schiavo, em Fazenda Souza, haverá ônibus da empresa Ozelame saindo de Caxias do Sul com parada no Centro, na Escola Presidente Vargas, às 8h45min; na Paróquia Murialdo, às 9h; e por último, no Monumento Imigrante, voltando após o almoço do salão paroquial de Fazenda Souza. Informações (54) 99138.5481.

** Ao meio dia terá almoço no salão paroquial de Fazenda Souza (ingresso R$ 20,00 adulto / R$ 10,00 infantil – Informações: (54) 99632.4152 – 98128.6584 – 981484515).

 

Saiba mais

O que é Beatificação? É quando o Papa declara alguém Beato (ou Bem-Aventurado)

O que isso quer dizer? Que a Igreja reconhece que essa pessoa viveu as virtudes cristãs de forma heroica, e aprova um milagre atribuído à sua intercessão.

Como é a devoção? com a Beatificação a Igreja permite que se preste culto público ao Beato somente em algumas regiões, ou seja, nas regiões onde ele viveu ou é conhecido.

Qual o próximo passo? A Beatificação é o segundo passo das três etapas que a Igreja percorre antes de proclamar alguém santo (Canonização).

 

Serviço/Estrutura:

- O evento será realizado no Pavilhão 2 (coberto) dos Pavilhões da Festa da Uva, na Rua Ludovico Cavinato, 1431 – Bairro Nossa Senhora da Saúde, em Caxias do Sul (RS). Os portões dos Pavilhões da Festa da Uva abrem ao público a partir das 8 horas. A entrada é gratuita.

- Os acessos serão pelo Portão 1: entrada de visitantes e veículos; Portão 3: entrada de ônibus de turismo; Portão 6: saída de ônibus de turismo; Portão 7: entrada\saída autoridades, eclesiásticos, fornecedores e imprensa; Portão 8: saída de visitantes e veículos. Equipes identificadas indicarão o local do evento e o estacionamento correspondente para cada público.

- Será disponibilizado transporte do pórtico até o local do evento para pessoas com dificuldades de locomoção.

- O estacionamento custará R$ 10,00 (automóveis) e R$ 25,00 (ônibus) – sob responsabilidade da empresa SafePark.

- A Visate colocará linhas especiais do transporte coletivo para o trajeto Centro\Pavilhões, a partir das 8h (saída defronte a Escola Presidente Vargas); com retorno Pavilhões\Centro, a partir das 12h. A passagem custará R$ 3,70.

- Serão vendidos lanches em estruturas instaladas próximos ao Pavilhão 2 e na Lanchonete do Parque, situada próxima ao pórtico.

- Sanitários químicos estarão localizados na parte interna do Pavilhão 2, além das estruturas externas dos Pavilhões.

- O atendimento ambulatorial será prestado pela equipe da Unimed Nordeste na área externa do Pavilhão 2.

- Distribuição de água do Samae será na área externa do Pavilhão 2.

- Venda de souvenirs (lembranças) – no interior do Pavilhão 2 e próximo ao pórtico.

- Serão distribuídos os livros da missa na entrada do Pavilhão 2 e na saída o público receberá a Revista da Beatificação.

- A Sala de Imprensa estará instalada próxima ao palco e será equipada para atender os jornalistas que farão a cobertura do evento. Haverá espaço delimitado para a captação de imagens dos fotógrafos e cinegrafistas, além de espaços definidos para a transmissão ao vivo da TV, rádios e mídias sociais (mediante prévia solicitação para a assessoria de imprensa – até dia 25). O acesso da imprensa (identificada) será pelo Portão 7. Entre às 9h e 9h30min fontes ligadas à cerimônia ficarão disponíveis para entrevistas. O atendimento será feito pela jornalista Margô Segat e por Felipe Padilha.

 

Transmissão da celebração:

 

TV - A transmissão da celebração pela televisão será ao vivo para todo o território nacional pela Rede Vida. Entrarão em cadeia para a transmissão a UCS TV (canal 15 da Net e 27 do sinal aberto) e suas repetidoras na região (com reprise às 19h30min), a Canção Nova e a TV Nazaré (cobertura Norte, Nordeste e Centro-Oeste).

 

Rádio - A Tua Rádio São Francisco 88,1 FM – 560 AM, geradora da Rede Católica de Rádio, no Rio Grande do Sul, vai gerar para emissoras de rádio do Brasil. O áudio pode ser captado pelo site www.tuaradio.com.br ou  sintonizar via Satélite Star One C3 , polarização horizontal, frequência 3.887 Mhz sr 00740 Redesul. Os receptores devem cobrir a faixa de SR abaixo de 1000, acima disto, o sinal não será sintonizado. A Rádio Miriam, emissora da Diocese de Caxias do Sul, entrará em cadeia para a transmissão ao vivo.

 

Mídias Sociais - A Fanpage oficial \pejoaoschiavo também transmitirá ao vivo, assim como a página Diocese de Caxias do Sul.

 

Telefones úteis:

- Pe. Orides Ballardin (postulador da Causa) 54 99957.5813

- Pe. Antonio Lauri de Souza (provincial do Josefinos de Murialdo) 54  998133.0499

- Pe. Geraldo Boniatti (autor do livro Rezemos com o Bem-Aventurado Pe. João Schiavo e mestre de noviços da congregação no Brasil) 54 99174.8632

- Ir. Regina Manica (presidente de Associação dos Amigos do Pe. João Schiavo (54) 98107.0709

- Ir. Leda Borelli (acompanhará o grupo de estrangeiros) 54 9261216.0224

- Pe. Leonardo Dall Osto – (cerimoniário) 99969.6394

- Juvelino Cara (miraculado) 54 99222.3737

- Valter Susin (ex-motorista do Pe. Schiavo e foi casado com uma sobrinha dele) 54 99195.0366

- Maria Isabel Susin (autora do hino) 54 99195.0361

- Francesco Calabró (sobrinho do Pe. João Schiavo) 54 99975. 2509

- Assessoria de Imprensa – Plug Ideias em Comunicação: Margô Segat (54) 99965.0115 e Felipe Padilha (54) 99115.7887

- Organização do evento – Dolaimes Comunicação e Eventos:  Daniela Fiorese Lucchese (54) 99991.7127 e Fulvia Stedile Angeli Gazola (54) 99979.8135

- Estrutura – Midas Patrocínios: Fernando Silveira  (54) 99998.3198

 

Linha do Tempo

Padre João Schiavo teve uma vida reta e íntegra. Seu amor a Deus levou muitos corações para mais perto das coisas do céu. Em terras brasileiras, desempenhou um grande trabalho vocacional e foi o primeiro mestre de noviços da missão Josefina no país. Sua missão foi desenvolvida, sobretudo, na região de Caxias do Sul. Além disso, fundou várias obras nas áreas da educação, formação e assistência social em prol de crianças e jovens pobres.

 

Infância e Formação

1903 – Giovanni Schiavo, nasceu no dia 8 de julho, em Sant’Urbano de Montecchio Maggiore, Vicenza, na Itália. Filho de Luigi Schiavo e Rosa Fitorelli e primogênito de mais oito irmãos. Aos 4 anos foi acometido de forte meningite e paralisia infantil, mas curou-se milagrosamente. Desde criança desejava ser padre.

1917 – Solicitou por escrito ao Pe. Eugênio Reffo, cofundador da Congregação de São José, para ser admitido ao Noviciado.

1919 – Fez sua primeira Profissão Religiosa.

1927– No dia 10 de julho, com 24 anos, foi ordenado sacerdote da Congregação dos Josefinos de Murialdo, na Catedral de Vicenza.

 

Missão e Atuação

1931 – Realizando seu desejo de ser missionário e seguindo a ordem da obediência, Pe. João Schiavo partiu de navio para o Brasil, chegando 20 dias depois em Jaguarão (RS), no dia 5 de setembro e, de lá, dois meses depois para Caxias do Sul (RS), mais especificamente em Ana Rech, onde reencontrou seu irmão, Ermenegildo Schiavo, também religioso Josefino.

1932 – Desde que chegou em solo brasileiro, Padre João desenvolveu uma intensa atividade vocacional e foi o primeiro mestre de noviços da missão Josefina no Brasil. Viveu sua vocação e missão como animador dos seminaristas e noviços e educador no Colégio Murialdo de Ana Rech.

1933 – No fim deste ano, Pe. João foi para Porto Alegre como capelão da Obra Pão dos Pobres e para aperfeiçoar-se na Língua Portuguesa. No ano seguinte, atendeu ainda na capital gaúcha a Paróquia de Menino Deus, e depois retornou para Ana Rech.

1934 – Em março teve início a Obra em Galópolis, e no ano seguinte Pe. João foi transferido para lá, onde exerceu a função de pároco e diretor da escola. Instituiu nesta paróquia a Cruzada Eucarística envolvendo mais de 200 crianças.

1937 – Com a saída dos Josefinos de Galópolis retornou para Ana Rech como mestre de noviços e assistente dos seminaristas. Coube-lhe a direção do Colégio Murialdo. Foi neste ano, que com alegria, presenciou a ordenação sacerdotal do primeiro Josefino brasileiro.

1941 – Idealizou e fundou o Seminário Josefino de Fazenda Souza, no interior de Caxias do Sul, sendo o primeiro diretor dessa obra que marcaria sucessivas gerações de jovens à vida religiosa e sacerdotal.

1942 – Criou a Escola Normal Rural Murialdo de Ana Rech, em parceria com o Estado. O objetivo era a formação de professores para levar conhecimentos intelectuais e práticos nas áreas da agricultura, pecuária e fruticultura. Além disso, fundou no Brasil a Associação das Mães Apostólicas com o intuito de ter o apoio e a oração pela perseverança dos seminaristas.

1946 – Foi Provincial dos Josefinos no Brasil de 1946 até o final de 1955.

1947 – Preocupado com as crianças, adolescentes e jovens mais pobres e desamparados, assumiu um Abrigo de Menores na cidade de Pelotas, logo depois buscou parcerias para abrir o Abrigo de Menores São José, em Caxias do Sul e, mais tarde, assumiu um Abrigo de Menores, em Rio Grande.

1952 – Iniciou o acompanhamento de vocacionadas à vida religiosa no carisma de Murialdo, preparando a fundação das Irmãs Murialdinas no Brasil.

1954 – Padre João aceita a oferta do Arcebispo, Dom Vicente Scherer, e abre a Paróquia do Patrocínio de São José e a Obra Social.

Sob a orientação do Fundador, Pe. Luiggi Casaril e da Superiora Geral, Madre Maria Ellena, em 9 de maio, em Fazenda Souza, iniciou o primeiro grupo de Murialdinas no Brasil.

1955  Na missão de Provincial, Padre João Schiavo fundou a comunidade e o Colégio Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá (SC).

1956 – Com a conclusão da função de Superior Provincial, passou a morar no Seminário de Fazenda Souza e a dedicar-se a orientação espiritual dos confrades e seminaristas da província e a organização das Irmãs Murialdinas, tornando-se pai, administrador e formador. Foi neste ano que teve a alegria de ver dez noviças fazerem a primeira Profissão Religiosa.

1958 – Com a ajuda da Ir. Elisa A. Rigon, Pe. Schiavo continuou sua vocação de educador e fundou o Colégio Santa Maria Goretti das Irmãs Murialdinas, no interior de Fazenda Souza, onde atuou como diretor e professor. Estava sempre disposto a ouvir com atenção a todos e a sua santidade se manifestava no convívio diário com as Irmãs e demais pessoas que participavam de suas missas.

1967  Padre João Schiavo, cuja saúde há tempo estava debilitada, adoeceu gravemente no final de novembro de 1966 e faleceu dia 27 de janeiro de 1967, com fama de santo. Desde então, sua sepultura, atualmente no interior de uma capela que leva o seu nome, em Fazenda Souza (inaugurada em 2015), é local de orações e peregrinações. Neste local, todo o dia 27, às 16h, é celebrada missa em sua memória. Por sua intercessão são atribuídas muitas graças e a fama de santidade estendesse até mesmo para fora do Brasil.

 

O Milagre

Em outubro de 1997, a partir de uma aguda dor intestinal, Juvelino Carra, de Caxias do Sul (RS), foi encaminhado para uma cirurgia de emergência (laparotomia). O médico cirurgião Dr. Ademir Cadore constatou que na realidade se tratava de uma trombose mesentérica venosa superior aguda, envolvendo todo o intestino delgado. Após atenta observação, averiguação e avaliação, foi tomada a decisão de desistir da cirurgia, fechar o abdômen e encaminhar o paciente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para ser acompanhado até à iminente morte. Os familiares foram informados pelo médico da real situação: “Não há o que fazer a não ser aguardar o óbito”. Diante desta desconcertante notícia, a esposa de Juvelino pegou o santinho com a oração de Pe. João Schiavo, e repetia: “Pe. João, tu deves sarar meu marido, tu deves ajudá-lo, tu deves reconduzi-lo para casa…”, enquanto apertava forte a imagem, a ponto de amassá-la. Uma vez na UTI, Juvelino começava a dar evidentes sinais de melhora, para surpresa de todos. Em sete dias teve alta hospitalar, sem apresentar problemas ou sequelas. Transcorridos 12 anos do acontecido, por ocasião do processo sobre o presumível milagre, as avaliações da equipe médica do Vaticano confirmaram o estado de saúde normal de Juvelino.

Etapas do Processo de Beatificação

2001 – A Causa de Beatificação do Pe. João Schiavo, foi introduzida na Diocese de Caxias do Sul, pelo bispo Dom Paulo Moretto, em agosto. Neste mesmo ano, foi aberto o processo diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade do Pe. João Schiavo.

2003 – Foi concluído o processo diocesano em outubro de 2003, sendo entregue no Vaticano, em novembro do mesmo ano.

2009 – Instaurado novo processo na Diocese de Caxias do Sul, para analisar a cura de Juvelino Cara, recolhendo depoimentos dos médicos e enfermeiras que o atenderam e familiares próximos.

2015 – Após ter recebido o parecer da Comissão de Cardeais que analisaram o Livro sobre a vida, virtudes e fama da santidade do Servo de Deus, o Papa Francisco decretou em dezembro a Venerabilidade de Pe. João Schiavo.

2016 – Em fevereiro a Comissão de Médicos do Vaticano reconheceu, na documentação analisada, que a cura não tem explicação médico-científica; cumpriu-se mais uma etapa do processo em junho, com a avaliação positiva da Comissão de Teólogos do Vaticano, composta por sete estudiosos da Congregação das Causas dos Santos, que analisaram as orações feitas por intercessão de Pe. João Schiavo para obter a cura do caxiense Juvelino Cara; ocorreu em Roma, em outubro, a Reunião Ordinária dos Cardeais e Bispos, etapa final do processo de beatifica- ção do Padre João Schiavo; no dia 1º de dezembro de 2016, o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos promulgar o Decreto de Reconhecimento do milagre de cura do caxiense Juvelino Cara, pela intercessão do Venerável Servo de Deus Pe. João Schiavo.

2017  O Vaticano confirmou no dia 4 de fevereiro a data da Beatificação do Venerável Pe. João Schiavo, para o dia 28 de outubro. A celebração será presidida pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato e realizada nos Pavilhões da Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul (RS).

Trabalharam neste processo Pe. Honorino Dall’Alba, primeiro postulador, na Diocese, (falecido no ano seguinte do início do processo); Ir. Elisa A. Rigon, vice-postuladora, que assumiu a redação e organização de toda a documentação do processo e a ela se deve todo o movimento para introdução da Causa (falecida em 2016); Pe. Ernesto Roman, delegado do bispo no Tribunal Eclesiástico e quem ouviu todas as testemunhas sobre a vida e santidade do Pe. João (faleceu depois de concluído o processo na fase diocesana); Pe. Agostino Montan, primeiro postulador geral a encaminhar o Processo no Vaticano e substituído pelo Pe. Orides Ballardin, em 2009.

Artigos

 

Processo de Beatificação e Canonização de um fiel da Igreja Católica

Antigamente a declaração de um santo era feita pelo Bispo de cada Diocese. A partir do ano mil e duzentos, o então Papa reservou para si as Causas de Beatificação e Canonização. Mas hoje em dia, os Bispos em suas dioceses têm autoridade para isso. Portanto, em qualquer Diocese do mundo, pode-se iniciar uma Causa de Beatificação e Canonização.

1 – A primeira fase do Processo de Beatificação e Canonização (feito na Diocese onde viveu e morreu o candidato) é estudar a vida e virtudes e fama de santidade ou o martírio do candidato apresentado. Para iniciar um Processo na Diocese. Se requer o OK da Congregação das Causas dos Santos no Vaticano. A Causa consta de uma parte inicial a ser feita na Diocese (fase diocesana) e da continuação da Causa até seu final em Roma (fase romana). Primeiramente na Diocese é escolhido e nomeado pelo Bispo e o Provincial (se é religioso) um Postulador, representante do Ator da Causa (Congregação ou Diocese), ao qual cabe a tarefa de investigar detalhadamente a história do candidato para conhecer bem a sua vida, virtudes e fama de santidade.
O Bispo constitui um Tribunal Diocesano (fase diocesana) a fim de estudar o material apresentado pelo Postulador e recolhe depoimentos, ouve testemunhas de “visu” ou “ex audictu”, etc. Nesse período o candidato é chamado ser Servo de Deus. Findo esta fase do Processo Diocesano (fase diocesana), os documentos processuais são entregues no Vaticano, na Congregação das Causas dos Santos.

 

2 – A segunda fase do Processo de Beatificação e Canonização é feito no Vaticano (fase romana), na Congregação das Causas dos Santos se procede o primeiro passo que é analisar os resultados do Processo Diocesano. Este passo é o mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus e entregar um texto síntese, chamado Positio, para ser estudado pelos Teólogos, Bispos e Cardeais encarregados. Se esse passo for positivo, o Servo de Deus é declarado Venerável, e pode ser venerado pela Igreja como intercessor e exemplo de vida.

 

Com a Venerabilidade, após o profundo e longo estudo, a Igreja tem certeza moral de que a pessoa viveu santamente na vida. Mas não tem certeza absoluta, a qual é dada por Deus com um milagre. Após um processo na diocese onde se realizou o presumível milagre o processo passa a Roma para uma rigorosa análise do fato relatado e documentado no Processo Diocesano. O segundo passo é o milagre para a Beatificação. Para o Venerável ser declarado Beato é necessário ser aprovado o presumível fato milagroso ocorrido por intercessão do Venerável.  A partir daí o Beato pode ser cultuado somente na diocese onde nasceu e na diocese onde morreu e, no caso que seja religioso, também nas casas da Congregação em todo o mundo. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre, pois o ato heroico de dar a vida para testemunhar a sua fé, já é um fato extraordinário e prova suficiente.

 

O terceiro e último passo (segundo a atual legislação canônica) é um segundo milagre para a Canonização. Este deve ter ocorrido após a Beatificação. Comprovado este milagre em fase diocesana e romana, o Beato é Canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

 

            NOTA: Na descrição desses dois últimos passos, é explicada a diferença entre Beato e Santo (canonizado).  O desejo de todos os postuladores em Roma é que se exija um só milagre (um só sinal de Deus não é suficiente) e após o milagre o candidato seja logo declarado SANTO.

 

Pe. Orides Ballardin – Postulador Geral

 

 

Padre João Schiavo educador, nos caminhos de Murialdo

            Normalmente quando pensamos num santo, pensamos num homem que reza muito, que vive falando de coisas espirituais, que não se interessa muito por coisas materiais, que é meio “beato” como se costuma dizer entre o povo. É um modo comum de se pensar. Há também verdade nestas considerações, mas não podemos aplicar isso ao Pe. João Schiavo. É verdade que o povo em geral dizia que ele era um santo, mas um homem cheio de atividades, em muitas frentes, por tudo onde pudesse levar a mensagem do Evangelho às pessoas.

Nada a se tirar de sua santidade manifestada na oração, na escuta silenciosa de muitos dramas humanos, nada desmerecer em sua pregação da Palavra de Deus, feita após profunda meditação, paixão e amor. Mas quero aqui destacar seu apaixonado trabalho como Educador Josefino, nos caminhos pensados e vividos por Murialdo, o Fundador da Congregação.

Os santos modernos são assim. Cheios de Deus e cheios de atividades humanas. Pe. João mostrou isto com grande qualidade e disponibilidade. Sabia equilibrar a oração, com a ação. Aliás a oração o impulsionava a inventar, cada dia ou a cada tempo, alguma novidade em favor dos jovens mais pobres. Um autêntico discípulo de Murialdo na formação de consciências capazes de viver com competência e dignidade a verdade, a justiça o amor e a paz na sociedade.

Como Murialdo, Pe. João, diagnosticado ainda nos primeiros anos de Brasil com fragilidade na saúde, sobretudo no coração, não se preocupou consigo mesmo, dedicou-se totalmente, diuturnamente a organizar tudo o que pudesse fazer para o bem do povo. O povo o considerava santo justamente porque era uma pessoa doada e presente em qualquer necessidade que ele pudesse ajudar e resolver. A força de Deus esteve presente em sua vida simples, humilde, frágil na saúde, sem a possibilidade de títulos acadêmicos de alto nível, porque ele sempre quis fazer a vontade de Deus: Pai eu sempre quis fazer a tua vontade.

Pe. João foi também educador e formador de muitas consciências, na orientação espiritual, no aconselhamento, na visita a pessoas doentes e junto a autoridades civis de sua época, destacadas pessoas da sociedade como médicos, professores e políticos. Recebeu o título de cidadão caxiense pelos inúmeros serviços prestados a tantas pessoas sobretudo aos jovens na cidade de Caxias do Sul.

 

Pe. Geraldo Boniatti – Josefino de Murialdo

Frases do Pe. João Schiavo


“Senhor, sou teu filho. Sempre quis fazer a tua vontade”.

“Plantem muito … e coisa boa … tanto fora como dentro, e muito mais dentro

da terra do coração e da alma”. 


“Quem sabe amar, está no caminho de se curar de qualquer neurose”.

“Se não tivermos caridade no coração, não a teremos nem nos pensamentos, nem
nos julgamentos, nem nas palavras e nem nas obras”.

“Alegria em Nosso Senhor! Recordemos que nosso rosto não é nosso,

mas de nosso próximo”.

“A devoção a Nossa Senhora consiste em amá-la com ternura, invocá-la com confiança e imitá-la com perseverança”.

“Tomar como honra: evitar tudo o que pode ferir os outros”.

“A Providência faz aquilo que quer. Adoremos, amemos e entreguemo-nos a Ela”.

“A palavra serena faz bem aos outros e a nós também”.

“Ânimo e generosidade em carregar as cruzes grandes ou pequenas de cada dia.

Com elas construiremos a futura glória”.

“Senhor, torna-me logo santo-missionário-mártir”.

“Deus nos dá tempo e vida; não os desperdicemos, pois são tesouros dos quais deveremos, um dia, dar contas”. 

 

“Vive tua vida de alegre confiança em Nosso Senhor. Ele sabe tudo; Ele vê tudo;

Ele tudo dispõe!” 

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Margô Segat – Jornalista

PLUG IDEIAS EM COMUNICAÇÃO